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Ao longo das últimas décadas, o setor de TI passou por mudanças profundas. Hoje, em vez de simplesmente apagar incêndios e coordenar recursos tecnológicos da empresa, a TI se tornou uma ferramenta estratégica de gerenciamento de projetos. E, com a transformação digital, a sua capacidade de gerar valor para os negócios se tornou ainda maior.

Com isso, uma série de novos desafios precisa ser enfrentada pelo diretor de TI — e erros no gerenciamento de projetos podem colocar em risco a eficiência de todos os departamentos, além de prejudicar a competitividade da empresa frente à concorrência.

Pensando nisso, criamos este artigo para mostrar os 5 principais desafios da área e como solucioná-los. Confira!

1. Lidar com a segurança dos dados

A essência do protagonismo do setor de TI está em sua responsabilidade por entender as necessidades do negócio e transformá-las em soluções tecnológicas. Assim, o uso estratégico da TI está em garantir que as ferramentas adquiridas ou criadas gerem lucro, alavancando os resultados financeiros da empresa.

Por outro lado, isso faz com que os dados armazenados se tornem ainda mais sensíveis, já que a produção de valor depende da sua utilização. Tanto a perda quanto o vazamento desses dados podem gerar impactos extremamente negativos — e os riscos de isso acontecer são maiores quando a rede da empresa é exposta.

Não é à toa que a segurança dos registros se coloca como um dos maiores desafios da atualidade. E não estamos falando apenas do setor de TI, mas da empresa como um todo. Os ciberataques e sequestros de informações crescem diariamente, mas o principal risco vem do comportamento humano.

Lidar com essa questão exige, resumidamente, uma política de segurança da informação robusta. Nesse sentido, uma infraestrutura de cibersegurança (antivírus profissionais, firewalls, antispam, backup na nuvem etc.) é imprescindível, mas o ponto que merece ainda mais atenção do diretor de TI está relacionado à conduta profissional.

A maior estratégia dos cibercriminosos é a engenharia social: eles analisam o comportamento dos funcionários e usam falhas para entrar no sistema. Como? É simples! Um download ilegal, um pen drive pessoal conectado ao PC da empresa ou o acesso a um link suspeito são suficientes para que uma ameaça infecte a rede corporativa.

Por isso, invista em treinamentos para apresentar os riscos, ensine como tratá-los, conscientize sobre a importância da segurança dos dados e aborde temas específicos: ransomware, sequestro de dados etc.

Para complementar, estabeleça regras de comportamento (acesso à internet e uso de smartphones, por exemplo) para que todos saibam como manter os malwares fora da empresa.

2. Manter a TI alinhada às estratégias da empresa

É a estratégia de negócios que guia o desempenho da empresa no mercado — ou, pelo menos, é o que se espera. Porém, com o setor de TI assumindo um protagonismo interno, isso passa a depender da sua performance — que é, sem dúvidas, um dos maiores desafios do gestor.

Ainda assim, a transformação digital oferece ferramentas importantes para facilitar esse processo. O ponto-chave é integrar a própria TI à estratégia da empresa, utilizando a tecnologia para identificar as demandas do mercado e para atendê-las.

Com o uso de Big Data e Business Intelligence (BI), por exemplo, é possível levantar informações sobre o cliente, compreender o seu perfil e o seu comportamento para, em seguida, fazer o uso estratégico desses dados.

Outra questão importante é definir, já no planejamento de um projeto, o que será controlado. Mapeando processos a serem monitorados de perto, é possível aplicar indicadores e fazer com que eles sejam mantidos sob controle. Isso exige uma integração maior da equipe e uma otimização da comunicação, já que os gestores devem ter acesso aos dados atualizados — se possível, em tempo real.

3. Preservar o funcionamento de sistemas e equipamentos antigos

O surgimento de novas tecnologias faz com que equipamentos se tornem obsoletos em menos tempo. Entretanto, é inviável manter um alto ritmo de inovação tecnológica, pois o custo se torna muito elevado. Por isso, é importante desenvolver um planejamento em médio e longo prazos.

Investir em tecnologias que promovam a integração tecnológica, como a Internet das Coisas (IoT), faz com que os setores sejam aproximados gradualmente. Na Indústria 4.0, por exemplo, a IoT visa a levantar dados em tempo real nas máquinas — contudo, substituir todas por robôs de última geração é um investimento muito alto.

Assim, uma alternativa viável é investir em sensores que captam essas informações nas máquinas e transmitam para o software de BI. Pouco a pouco, a inovação tecnológica vai ganhando espaço e os equipamentos mais antigos vão sendo substituídos.

Mas não se esqueça de que isso depende de um planejamento de longo prazo para identificar em quais pontos devem ser feitos investimentos de imediato e quais serão os próximos passos.

4. Enfrentar as informações descentralizadas

Ao mesmo tempo em que o setor de TI ganha destaque, é preciso enfrentar uma série de dados provenientes de muitos lugares diferentes: da própria equipe, de outros departamentos ou do próprio cliente. São diversas plataformas independentes levantando informações que precisam ser unidas de alguma forma.

O ideal é investir gradualmente na unificação desses sistemas — seja com Big Data, seja com outra solução digital. Entretanto, essa é uma tarefa de longo prazo. O que pode ser feito de imediato é um mapeamento detalhado dos processos, com o objetivo de identificar o tipo de informação que é gerada, qual é a sua origem e o seu formato.

Isso facilitará o monitoramento das atividades, evitando que dados importantes sejam perdidos. Para complementar, é preciso estabelecer uma comunicação eficiente entre a TI, os demais setores e os stakeholders (clientes, fornecedores etc.). Afinal, quando todos os envolvidos em cada projeto entendem os processos realizados na TI, eles ajudam a manter as atividades alinhadas e as informações disponíveis para o gestor.

5. Cuidar da gestão de recursos humanos

É difícil esboçar um perfil para o profissional TI atual por um motivo simples: não se trata de uma profissão homogênea, mas, sim, de um cargo cheio de particularidades e subcategorias. Programadores, desenvolvedores e demais membros da equipe podem ter uma formação tão singular que se torna difícil de gerenciar.

Em geral, apesar da alta disponibilidade no mercado, é difícil contratar, substituir ou mesmo formar um time. Por isso, é fundamental investir no compartilhamento de informações e no trabalho colaborativo. Ambas as estratégias permitem que os membros da equipe de TI estejam em constante processo de evolução.

A capacitação técnica, por meio de certificações, também merece atenção especial. Junto com a motivação (salário, benefícios, ambiente agradável, autonomia etc.), ela é uma ferramenta de valorização dos colaboradores — e isso cria um reconhecimento entre o time e a empresa.

O ideal é manter a rotatividade baixa, dentro do possível, e permitir que a equipe evolua constantemente — tanto em nível de capacitação técnica quanto nas estratégias adotadas para otimizar os processos.

A partir dessas práticas, o gerenciamento de projetos tende a ser menos complicado e o desempenho geral pode ser melhorado continuamente. Seguindo todas elas, você pode alinhar os objetivos da sua equipe com os da empresa e alcançar resultados ainda melhores!

Se quer saber mais sobre o tema, veja também nosso artigo sobre os benefícios de contar com uma consultoria de TI!

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