A segurança de dados corporativos deixou de ser um assunto de interesse exclusivo da TI. A falta de proteção não só expõe a empresa a ataques virtuais, como pode prejudicar seus clientes e, consequentemente, diminuir a credibilidade da sua marca. Ainda assim, elaborar uma barreira de segurança representa um desafio para muitos gestores.

Pensando nisso, elaboramos este artigo com algumas soluções para esse problema e dicas fundamentais que vão ajudá-lo a garantir a segurança dos dados da sua empresa. Confira!

Adote ferramentas de cibersegurança

O ponto de partida para uma política de segurança da informação eficiente é a adoção de ferramentas que constituam uma barreira contra ameaças digitais, como um Security Information and Event Management (SIEM). Esta solução dá suporte para correlacionar logs a eventos que possam representar algum risco à segurança de dados corporativos.

Assim, ele agiliza a detecção de ações, como uma tentativa de acesso não autorizado à rede da sua empresa. Para complementar, algumas dessas soluções permitem a configuração de planos de resposta automática a incidentes — o bloqueio de usuários que realizam ações suspeitas, por exemplo.

Já as ferramentas de Data Loss Prevention (DLP) proporcionam, como o nome sugere, a “prevenção de perda de dados”. O Storage DLP permite que os administradores do sistema saibam quais dados seus administradores estão salvando e compartilhando — além de mostrar quais dessas informações são sigilosas.

O Endpoint DLP, por sua vez, ajuda na prevenção a perdas de dados armazenados em dispositivos móveis ou mídias removíveis (HDs externos, por exemplo). Ele permite ações como o bloqueio do uso de pen drives nos computadores da empresa para garantir que o ambiente de tráfego e armazenamento desses dados seja controlado.

Vale ressaltar que essas soluções não eliminam a necessidade de contar com ferramentas essenciais de segurança, como antivírus profissional, antispam, firewalls etc.

Faça análises periódicas de risco

As análises de risco podem ser separadas em dois tipos de ação mais relevantes: a auditoria e os testes. Na primeira, é feita uma checagem em todo o sistema de cibersegurança com o objetivo de atualizar os softwares e adequar suas configurações. Isso faz com que a proteção seja mantida dentro do nível planejado.

A outra análise faz referência aos testes de penetração, uma ação crucial para avaliar se a infraestrutura atual é suficiente para manter os dados protegidos. Esse tipo de estratégia permite que sua empresa mantenha um olhar apurado sobre as necessidades do sistema de segurança e trabalhe em busca de melhoria contínua.

Crie um plano de recuperação de desastres

Quando o assunto é cibersegurança, é impossível criar um sistema 100% seguro. O motivo é simples: a segurança dos dados não está sujeita simplesmente a ataques, mas a eventos externos como falhas nos equipamentos e até mesmo fenômenos naturais como chuvas, raios, inundações, terremotos, etc.

Muitas empresas acabam ignorando esses fatores, algo que pode custar caro no futuro. Por isso, é essencial contar com um plano de recuperação de desastres (Disaster Recovery). Nele serão especificadas todas as ações a serem tomadas em caso de incidentes que comprometam a integridade e disponibilidade dos dados.

Isso envolve a reestruturação da TI, a designação de quem é responsável por cada tarefa, os passos a serem seguidos para recuperação de dados corrompidos, etc. Por fim, não se esqueça de manter um backup dos seus bancos de dados atualizado com frequência e, se possível, armazenado na nuvem!

A perda de dados é uma das maiores causas de prejuízo financeiro, ainda que possa ser evitada com essa estratégia.

Estabeleça uma política de níveis de acesso

A padronização de processos é uma prática fundamental para a segurança da informação. Isso significa incorporar uma cultura de cibersegurança em todos os departamentos, estabelecendo práticas a serem seguidas por cada profissional da sua empresa.

Um bom exemplo disso é a política de níveis de acesso, que delimita o quanto cada colaborador pode acessar na rede, de acordo com a função que ele desempenha. O resultado é uma infraestrutura de TI mantida sob controle mais rígido, com monitoramento mais preciso das ações de cada um.

Para adotar essa medida, é preciso garantir que todos tenham um login próprio, com senha de alto nível de segurança. Além disso, a empresa deve investir esforços em um ponto crítico para a cibersegurança: o engajamento coletivo.

Envolva todos os colaboradores nas práticas de segurança

Por mais que o poder de ação dos cibercriminosos evolua junto com a tecnologia, um dos grandes desafios da gestão de TI continua sendo o comportamento dos colaboradores. Hoje, a maioria dos casos de invasão ou infecção por vírus e malwares continua sendo a falha humana.

Os cibercriminosos costumam adotar práticas de engenharia social: eles estudam o comportamento dos funcionários e encontram brechas para entrar na rede. Um pendrive infectado, por exemplo, pode levar uma ameaça da casa de um profissional para a empresa. Um e-mail com link para um site não seguro, por sua vez, pode abrir uma porta para a entrada de ransonwares na sua rede.

Ou seja, mesmo a mais eficiente das estruturas de cibersegurança depende de um forte engajamento dos colaboradores. É preciso que eles entendam o tamanho do problema, conheçam os riscos e se comportem de maneira a evitar que essas ameaças entrem nos servidores da organização.

Porém, isso não deve se resumir a uma ação única na hora da contratação. É fundamental manter o assunto em pauta e discuti-lo periodicamente. Portanto, promova reciclagens, treinamentos, reuniões e eventos que informem os colaboradores sobre os novos riscos e quais são as melhores práticas para evitá-los.

Algumas ações devem ser classificadas como indesejadas ou proibidas. Alguns exemplos são:

  • compartilhar senhas entre colaboradores;
  • enviar documentos sigilosos para e-mails não corporativos;
  • fazer download de arquivos indevidos pela rede e nos computadores da empresa;
  • acessar sites não confiáveis;
  • inserir CDs, DVDs, pen drives ou outras mídias externas pessoais nos computadores da empresa.

Lembre-se de manter os funcionários conscientizados e de investir em uma cultura de cibersegurança. Mesmo durante a implementação de novas soluções, é importante seguir o fluxo de gestão de mudanças e inserir cada novo processo dentro das práticas estabelecidas.

A ISO/IEC 27014 (Governança e Segurança da Informação) é uma ferramenta extremamente relevante para facilitar o trabalho do gestor. Adote essa norma como referência e coloque essas dicas em prática — se for necessário, procure o apoio de um especialista no assunto. Os resultados serão notados rapidamente!

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