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Em um cenário cada vez mais tecnológico e digital, a Tecnologia da Informação (TI) passou a ser uma área de importância para o sucesso de qualquer organização. Sua atuação contribui para o funcionamento de todas as frentes do negócio, inclusive na área Jurídica e de Governança por meio do compliance em TI.

Essa prática, deve ser adotada com o objetivo de melhorar processos e garantir diversos benefícios para a organização. Além disso, por ter caráter obrigatório em algumas situações, acaba se tornando uma necessidade para evitar problemas legais.

Por se tratar de uma tendência recente, algumas empresas ainda têm dúvida sobre seu funcionamento e importância. Pensando nisso, este artigo reúne as principais informações sobre o compliance em TI, mostrando como ele impacta nos resultados da sua empresa. Acompanhe!

O que é compliance em TI?

A palavra “compliance” vem do termo “comply” que, em tradução literal, significa “cumprir, obedecer, concordar e consentir”. Nesse sentido, compliance significa estar em conformidade, ou seja, seguir normas e padrões estabelecidos pelo mercado.

Trazendo o conceito para a tecnologia da informação, compliance em TI nada mais é do que uma série de regras que determinam as melhores práticas para as atividades, serviços e processos dessa área. Em alguns casos, o compliance pode ser uma obrigatoriedade — como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP).

Como se dá essa relação?

O compliance é criado por órgãos e organizações especialistas do mercado, a partir de estudos e análises complexas sobre determinada prática. Alguns exemplos são:

  • Banco Central: qualquer instituição financeira precisa seguir suas normas e diretrizes para funcionar, atendendo à Brasileira 1, Brasileira 2 e outras regras;

  • Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA): instituições da área da Saúde precisam se adequar às suas normas;

  • ISO 9000: garante que a organização mantém padrões e processos de qualidade mínimos no mercado;

  • ISO 14000: estabelece os padrões corretos de coleta e descarte de materiais pela organização, validando seu papel sustentável e contribuição para o meio ambiente;

  • ISO 27000: uma família de normas relacionadas ao Sistema de Gestão de Segurança, relacionadas à proteção de dados digitais e armazenamento de informações eletrônicas;

  • ISO 20000: primeira norma criada com foco na gestão da qualidade de serviços de TI, estabelecendo regras mínimas de ITIL (Information Technology Infrastructure Library, ou Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação, em português).

Esses são apenas alguns dos diversos compliances existentes no mercado, cada um focado em um processo, área ou determinado assunto — todos são conjuntos de disciplinas que determinam um padrão único para uma atividade.

Todos eles podem afetar a TI de alguma forma — direta ou indiretamente. Em alguns casos, como a ISO 14000, práticas e processos de TI podem contribuir para que a empresa entre em conformidade em uma frente diferente do negócio, em outros, como na ISO 27000 e 2000, eles trabalham atividades e processos diretos da área.

Quais são as sugestões para uma aplicação prática?

Como visto, existe uma série enorme de compliances no mercado. Dessa forma, não há como (ou não é recomendado) tentar atender a todos eles. O ideal é que a empresa tenha conhecimento sobre o que é importante para sua atuação no mercado e invista em mudanças para atender àqueles que realmente fazem sentido.

Nesse sentido, o primeiro passo para se adequar é ter profissionais capacitados no assunto ou uma consultoria especializada. Essa equipe deve fazer um mapeamento das atividades e processos da empresa, bem como um levantamento dos compliances disponíveis no mercado que são interessantes ou necessários — em casos de obrigatoriedade — para sua operação.

A organização de um planejamento, com objetivos, cronograma e atividades necessárias para a transição de processos também deve ser feita. Com isso, os profissionais podem ser preparados, sistemas instalados e indicadores de resultado mensurados, permitindo que a empresa avalie a influência da adoção do compliance no longo prazo.

Quais os benefícios do compliance em TI?

Se adequar aos compliances em TI do mercado proporciona uma série de benefícios para qualquer organização. Confira algumas delas abaixo.

Padronização

O compliance em TI determina regras e padrões para todos os processos da área. Sendo assim, os profissionais aprendem e executam suas atividades de forma padronizada, o que evita incoerências e erros que comprometem sua atuação.

Comercialização mais fácil

Quando uma empresa segue o padrão do compliance, ela se adéqua à forma como aquele processo é feito no mundo todo. Sendo assim, ela pode expandir seu mercado e comercializar seus produtos em outros ambientes, uma vez que atende às regras e padrões locais.

Profissionalismo

Ao se adequar ao compliance de TI, a empresa ganha uma imagem mais profissional e de confiança no mercado. Além disso, profissionais que trabalham dentro de um compliance estão preparados para atuar em qualquer local do mundo. Isso cria valor para sua força de trabalho.

Redução de prejuízos e problemas legais

Com o compliance em TI, problemas de licenciamentos, falta de atualizações, processos irregulares e práticas fora do que é estabelecido em Lei são eliminados. A segurança de dados também é garantida, evitando problemas como fraudes digitais, que geram prejuízos financeiros para a empresa.

Aumento da satisfação dos consumidores

Com a otimização dos processos e qualidade assegurada pelos compliances atendidos da empresa, existe uma tendência de que a satisfação dos consumidores aumente.

Ganho de competitividade para o negócio

Por fim, empresas que se adequam aos compliances tendem a ganhar competitividade no longo prazo. Isso acontece porque seus processos são otimizados, os clientes sentem mais confiança em seus produtos e serviços e seu valor no mercado aumenta.

Como ele impacta nos negócios?

Fica evidente que o compliance em TI proporciona resultados positivos para a organização, garantindo processos e atividades organizadas, unificadas, padronizadas e com qualidade reconhecida pelo mercado. Com isso, a empresa ganha competitividade e novas oportunidades de negócio.

Entretanto, é preciso considerar que tornar-se compliance envolve também custo — treinamentos, novos sistemas, contratações e mudança de atividades. Além disso, esse não é um processo simples e rápido, e seus resultados chegam no médio e longo prazo.

Por esse motivo, o compliance deve ser feito com planejamento, profissionais especializados e dedicação da empresa. Não basta apenas iniciar o processo e colocar um selo no site da empresa, é necessário garantir que tudo seja feito de forma correta e que a transição ocorra com eficiência para que as práticas sejam mantidas.

Gostou de saber mais sobre a compliance em TI e como sua adoção é importante para o sucesso de um negócio? Acha que o conteúdo pode ajudar outros profissionais da área? Então compartilhe o artigo em suas redes sociais!

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