O setor de TI é hoje responsável por atividades complexas e que impactam diretamente nos resultados do negócio. É preciso estar atento a uma série de questões para garantir que sua rotina esteja de acordo com as necessidades da empresa. Entretanto, muitas vezes isso é um grande desafio.

Ao mesmo tempo em que o setor precisa garantir a integração entre os departamentos da empresa, são feitas exigências como a de reduzir custos. Consequentemente, é preciso atuar com inteligência para manter a qualidade dos serviços.

Pensando nisso, mostraremos aqui os 5 principais erros na gestão de TI, quais seus impactos e como você pode evitá-los. Confira!

1. Não saber medir os resultados

Em primeiro lugar, é preciso compreender que a transformação digital colocou a TI em uma posição estratégica. A atuação do setor deve estar alinhada aos objetivos da empresa, pois a tecnologia passou a ter o papel de gerar valor para os negócios. Isso significa deixar de lado a ideia de que o foco deve ser exclusivamente a parte operacional.

Nesse sentido, a forma como o gestor lida com o desempenho da equipe — e os resultados alcançados — é crucial. Não há gestão que se sustente com eficiência sem um embasamento em dados confiáveis e relevantes. Por isso, o primeiro erro a ser evitado é a incapacidade de medir os resultados.

Empresas que possuem uma equipe de TI própria geralmente não implementam uma estratégia de mensuração automatizada de indicadores. Em geral, são feitos relatórios periódicos (mensais, trimestrais etc) sem padrões bem definidos. O trabalho se torna manual e inconsistente.

A transformação digital em uma empresa deve vir de dentro para fora. Nesse caso, para que a TI seja a alavanca da inovação tecnológica, ela tem que adotar ferramentas digitais em seus processos de rotina — inclusive os de gestão.

Em outras palavras, é preciso automatizar processos. Você pode, por exemplo, construir dashboards que gerem resultados para a empresa de forma proativa. Questione-se continuamente sobre quanto tempo a infraestrutura de TI de sua empresa vai suportar as atividades que ela desempenha no core business.

Um Analytics, por exemplo, é capaz de otimizar diversas tarefas relacionadas à análise dos indicadores, mesmo que a infraestrutura seja externa— na nuvem.

2. Não ter um planejamento eficiente

Principalmente por causa da necessidade de reduzir custos, o gestor de TI costuma implementar a estratégia de atuação on going — ou seja, com foco na operacionalização e sem muito planejamento. O problema é que isso tende a gerar gargalos e se tornar uma verdadeira bola de neve.

Afinal, sem um planejamento inicial, a tendência é que a TI se torne cada vez mais uma equipe de apagar incêndios. Para que a inovação tecnológica seja viável, é preciso estabelecer objetivos claros e metas específicas para cada período do ano. Como destacamos anteriormente, isso precisa ser feito com base na estratégia da empresa.

Se for necessário, é válido até mesmo contratar uma consultoria para apoiá-lo ou uma empresa terceirizada para gerenciar a infraestrutura de TI. Assim, sua equipe pode dar mais atenção a questões estratégicas como a melhoria dos processos, a implementação de novas ferramentas etc.

3. Não inovar em tecnologia

Uma das consequências do cenário descrito acima é o atraso ou a completa falta de inovação tecnológica. Com o ritmo acelerado das mudanças trazidas pela transformação digital, é fundamental estar atento às possibilidades e implementar ferramentas e soluções que atendam melhor às necessidades de sua empresa.

Um gestor que passa a maior parte do tempo preocupado apenas com questões como a disponibilidade das máquinas e a continuidade dos backups, por exemplo, perde a oportunidade de adotar mudanças valiosas — e necessárias!

Vivemos em uma era na qual adotar uma cultura inovadora em toda a empresa é mais do que um diferencial — é uma questão de sobrevivência. É preciso que a TI esteja focada no core business da empresa ou, em uma visão mais específica, na melhoria da experiência do cliente.

Processos relacionados a storage, processamento e operações em geral devem ser terceirizados. Hoje, é preciso que toda empresa tenha a inovação como um dos seus valores mais fortes. Só assim será possível oferecer um produto ou serviço único e estabelecer a sua marca no mercado.

4. Não entender as necessidades dos usuários

É importante garantir que a TI esteja realmente integrada às outras áreas da empresa. Isso significa ter alinhamento com seus objetivos e atender às demandas de cada setor, a nível estratégico e operacional. Portanto, é preciso entender as reais necessidades dos usuários.

Qualquer profissional de TI é capaz de enumerar alguns problemas comuns relatados pelos funcionários da empresa. Afinal, a rotina de apagar incêndios revela uma série de chamados recorrentes. Entretanto, nem todo setor de TI vai aos demais departamentos investigar de que forma a tecnologia poderia fazer os profissionais renderem mais.

Muitas vezes, isso exige otimização de processos, desburocratização da tecnologia utilizada ou um simples treinamento em novos softwares. Porém, visando gerar valor para os negócios, é preciso se aproximar da estratégia de cada departamento, analisar seus objetivos e oferecer soluções mais eficientes para aquele tipo de atividade.

Se o atendimento ao usuário tem uma demanda muito alta de chamadas curtas, por exemplo, há um indício de solicitação comum dos clientes. Analisando esse tipo de questão, o gestor de TI pode implementar um sistema de ChatBot para otimizar o atendimento mais básico e desafogar os atendentes, permitindo que eles foquem em casos mais complexos.

Tudo vai depender do tipo de produto ou serviço da empresa. O que o gestor de TI não pode fazer é deixar os demais departamentos abandonados, pois mesmo os outros gerentes e diretores podem não conhecer o potencial da tecnologia para melhorar o desempenho das equipes.

5. Não tratar as informações geradas

Coletar dados e estabelecer indicadores é essencial. Entretanto, de nada adianta fazer um levantamento volumoso de dados se eles não forem tratados da forma adequada. Para tomar decisões com base em informações relevantes, é preciso estabelecer certos processos para o tratamento dos dados.

Suponha que você tem uma empresa que vende ar condicionado. Normalmente, o gerente dessa empresa — que está mais preocupado com o on going — ignora relatórios climáticos que mostram que na semana seguinte a sensação térmica poderá chegar aos 45 °C.

Não deveria ser essa a informação chave para disparar uma forte campanha de marketing naquele momento? Entretanto, sem a atuação necessária, sua empresa deixou de aproveitar uma grande oportunidade. Para piorar, os concorrentes cresceram em vendas e ganharam mais espaço no mercado.

Esse é um exemplo de como dados relevantes — e muitas vezes bem simples — deixam de ser aproveitados corretamente. O motivo é simples: a quantidade de dados é gigantesca, mas é preciso transformá-los em informações úteis.

Se um robô industrial gera enormes planilhas com dados sobre seu desempenho, é preciso adotar uma tecnologia que transforme isso em gráficos e relatórios legíveis. Assim, equipes como a de manutenção poderão identificar eventuais anomalias em temperatura, vibração e velocidade de produção — sinais claros de uma quebra que está para ocorrer.

Faça já uma análise de seus processos e evite esses erros na gestão de TI. Com o tempo, sua rotina se tornará mais produtiva e os resultados positivos serão vistos em toda a empresa!

Gostou do post? Então veja também nosso artigo sobre os serviços de TI essenciais para sua empresa!

Mauro Moraes
Autor

Diretor de Serviços na IT-One Tecnologia da Informação

Escreva um comentário

Share This