A transformação digital muda consideravelmente o mercado e o contexto estratégico das empresas a todo instante. Isso reflete na forma como os negócios são conduzidos e, principalmente, nos processos de tecnologia da informação. Fazer uma gestão de TI eficaz nesse cenário em constante mutação é uma tarefa que demanda estratégias e posicionamentos inteligentes.

Só dessa forma é possível superar alguns obstáculos inerentes à área. Por isso, neste post, mostraremos quais são as maiores dificuldades no gerenciamento de infraestrutura e operações de TI em uma empresa. Siga conosco e descubra como lidar com elas da melhor forma!

A TI em constante transformação

Alguns desafios fazem parte do dia a dia de um CIO ou gestor de TI, e muitos deles estão relacionados às necessidades de velocidade, agilidade e inovação que a área demanda. Saber atuar dentro dessa exigência por transformações e liderar tais mudanças na TI da empresa é o que faz diferença em uma gestão.

Portanto, antes de falarmos sobre as principais dificuldades na gestão em si, é importante compreender que, mais do que ser responsável por evitar riscos e manter em funcionamento as operações da organização — de forma invisível —, a TI precisa estar alinhada aos negócios e ser a propulsora da inovação na empresa. Isso deve fazer parte da cultura corporativa do gestor de TI.

As principais dificuldades na gestão de TI

Levando em conta a urgência de uma Tecnologia da Informação cada vez mais engajada no sucesso do negócio, alguns obstáculos acabam fazendo parte do dia a dia na gestão das atividades. Superá-los é requisito indispensável para que a TI seja realmente um agente de competitividade para a empresa, e existem meios para que isso aconteça. Acompanhe:

1. Compreender e integrar a TI ao negócio

Em primeiro lugar, o CIO ou gestor de TI deve estar plenamente inserido nos debates e estratégias do negócio. Como dito no início do texto, o posicionamento estritamente operacional da TI tradicional deve ser deixado de lado. Isso é plenamente justificável se levarmos em conta que a tecnologia faz — ou fará — parte de praticamente todos os serviços, processos ou soluções oferecidas pelas empresas.

Muitos gestores ainda se apegam a esse modelo tradicional ou encontram dificuldades em segmentar a área para que haja mais disponibilidade para o envolvimento com as estratégias do negócio. Uma boa forma de otimizar esse processo é trabalhar de acordo com os princípios da TI Bimodal, já mencionados aqui no blog.

2. Elaborar um planejamento abrangente

O planejamento é essencial em qualquer área, mas, muitas vezes, acaba sendo esquecido ou tratado com displicência. Como a TI é uma área que costuma trabalhar sob constante pressão, isso pode acontecer com certa frequência.

Para otimizar a gestão de TI, a elaboração de um planejamento para todas as atividades da área é um dos passos iniciais a serem dados. É fundamental que ele inclua os objetivos da TI dentro da empresa e abranja todos os processos da área. Assim, o planejamento possibilita que seja definido como a TI vai atuar no atendimento das demandas da empresa. Ou seja, fica mais fácil estabelecer as rotinas e os investimentos necessários em curto e médio prazos.

3. Manter-se atualizada com as novas tendências

Devido ao excesso de responsabilidades que envolve as atividades de infraestrutura e operações, é muito comum que o acompanhamento de tendências e inovações seja negligenciado.

O gestor de TI deve pesquisar e entender sobre as tendências que, a todo momento, mudam o mercado em que a empresa atua, e analisar como isso pode influenciar também o planejamento da área em médio e longo prazos. Novamente, cabe uma postura que consiga abraçar a transformação digital e explorar novas possibilidades de gerenciamento dos recursos de tecnologia.

4. Administrar o tempo de forma eficaz

Devido às mesmas condições citadas no tópico sobre planejamento, podemos dizer que a Tecnologia da Informação é uma das áreas que mais são afetadas pela falta de tempo.

A administração do tempo, então, torna-se uma das tarefas mais complexas para os gestores, já que praticamente todas as atividades e processos da empresa passam pela TI. Para entregar resultados dentro dos prazos estipulados e com soluções eficazes, existem estratégias para organizar o fluxo de trabalho do time. Algumas delas são:

  • planejar todas as atividades;
  • delegar as tarefas de forma inteligente;
  • fazer uma revisão contínua dos processos;
  • terceirizar a infraestrutura de TI.

5. Gerenciar a infraestrutura de TI

Muitas vezes, a sobrecarga de atividades pode prejudicar o gerenciamento apropriado da infraestrutura que dá suporte aos processos de TI. Por sua vez, o mau uso dessa estrutura de tecnologia pode implicar falhas que influenciam diretamente os resultados.

Vale lembrar que uma boa gestão da infraestrutura de TI requer respostas rápidas e disponibilização quase que imediata dos recursos necessários para as atividades do dia a dia da empresa. Nesse sentido, vale estudar as possibilidades de terceirização da tecnologia. É possível fazer isso inteira ou parcialmente em forma de:

  • Infraestrutura como Serviço — IaaS;
  • Software como Serviço — SaaS;
  • Plataforma como Serviço — PaaS, entre outras possibilidades.

Para adotar esses tipos de soluções, é necessário, primeiramente, estudar a aderência delas aos objetivos do negócio.

6. Acompanhar todos os principais indicadores de desempenho

Se não há um acompanhamento sistemático das atividades, fica impossível analisar a produtividade da equipe de TI. Porém, muitos gestores priorizam aqueles indicadores mais simples, normalmente relacionados ao número de chamados resolvidos.

Para que se tenha uma visão holística dos resultados alcançados, porém, é preciso fazer uma combinação entre os objetivos operacionais e estratégicos. Só assim é possível saber se a TI está efetivamente cumprindo os propósitos. Alguns desses indicadores são:

  • chamados abertos e solucionados;
  • nível de satisfação dos clientes;
  • nível de disponibilidade de servidores e sistemas;
  • média de produtividade da equipe;
  • número de erros dos sistemas;
  • tempo médio de resposta dos sistemas;
  • índice de segurança.

7. Adotar ferramentas para análise de dados

Apesar de a gestão orientada por dados — data driven — já ser uma realidade em uma parcela considerável das grandes empresas, isso ainda não é regra. Esse cenário está muito relacionado à dificuldade na adoção de ferramentas adequadas para a análise de dados.

Pensar em uma infraestrutura de TI que seja capaz de suportar a coleta, interpretação e recuperação de um grande volume de informações é fundamental. Isso inclui:

  • data centers que comportem um grande número de servidores;
  • bancos de dados de alta performance;
  • governança de TI direcionada aos dados;
  • proteção das informações;
  • controles de acessos.

O papel do gestor de TI

A edição de 2018 do relatório anual Mastering the New Business Executive Job of the CIO, do Gartner, apontou que os CIOs de empresas internacionais de desempenho acima da média estão cada vez mais focados nos resultados estratégicos dos negócios e não apenas nos processos operacionais.

Isso só mostra que o cenário atual de tecnologia exige dos CIOs e gestores de TI uma postura mais arrojada e engajada às estratégias de negócio da empresa. Por esse motivo, a gestão de TI deve, além de ter um caráter analítico, ser flexível para se adequar às constantes mudanças decorrentes da dinamicidade do mercado.

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