Se a adoção de uma infraestrutura de TI em nuvem ainda não está nos planos de sua empresa, é hora de considerar a ideia. A transformação digital vem fazendo dessa ferramenta uma das tendências mais importantes do mercado. O resultado é um diferencial competitivo que tende a deixar para trás quem não se atualizou ao novo formato de negócio.

A Forrester prevê que o mercado de nuvem pública deve chegar aos 178 bilhões de dólares em 2018 — um crescimento anual de 22% que deve se manter. No Brasil, a nuvem híbrida também cresce aceleradamente. Entretanto, é natural ter algumas dúvidas sobre cada uma delas.

Pensando nisso, falaremos aqui sobre os tipos de nuvem, mostrando o que você precisa saber para optar pelo modelo ideal para sua empresa. Confira!

Nuvem privada

Em geral, o tipo de nuvem mais adotado pelas empresas, independente de seus tamanhos ou setores, é a privada. Sua infraestrutura é caracterizada pelo uso de servidores x86 com sistemas de virtualização, armazenamento e conectividade dentro das próprias empresas ou em um data center dedicado — ou seja, pode ser interna ou externa.

A própria empresa costuma ficar responsável pela operacionalização dessa infraestrutura. Isso significa que o custo envolvido na implementação é mais alto do que no uso de outros tipos de nuvem.

Afinal, além de investir nos equipamentos, será necessário contar com uma equipe de especialistas de diversas expertises para arquitetar e operar esse sistema.

Nuvem pública

O grande destaque dos últimos anos tem sido o crescimento do número de empresas que adota a nuvem pública. O motivo é simples: trata-se do modelo mais barato e fácil de implementar. Ao contrário da nuvem privada, a pública utiliza recursos compartilhados.

Isso significa que um provedor oferece um espaço em seus servidores para que sua empresa execute seus processos. Em geral, esse contrato é firmado sob demanda e tem como característica interessante a escalabilidade.

Em outras palavras, sua empresa contrata uma nuvem do tamanho ideal para suas necessidades e paga um valor referente àquele pacote. Caso seja necessário diminuir ou aumentar o plano, basta entrar em contato com o provedor do serviço e negociar as novas condições (ou verificar os planos sugeridos).

Nesse tipo de nuvem, são abstraídas algumas responsabilidades que recaem sobre as empresas que optam pela nuvem privada. O gerenciamento dos servidores físicos e do armazenamento, por exemplo, é feito pelo provedor. A redução de custos que isso gera pode ser bastante interessante, de acordo com as necessidades de sua empresa.

Os provedores mais conhecidos desse tipo de nuvem são a Amazon Web Services (AWS), a Microsoft Azure, a Google Cloud Plataform (GCP), a IBM Cloud, a SalesForce, o SAP e a Oracle.

Serviços ofertados

Algo essencial, mas que muita gente desconhece, é o tipo de serviço oferecido por esses provedores. Não se trata apenas de um espaço para armazenamento de dados. Em muitos casos, é possível adquirir uma infraestrutura completa para manter operacional uma empresa inteira.

A Infraestrutura como um Serviço (IaaS) é um bom exemplo disso. Um pacote de IaaS pode oferecer máquinas virtuais, além do espaço para armazenamento. O pagamento pode ser feito por infraestrutura contratada (valor fixo) ou por utilização (pay per use).

O Software como um Serviço (SaaS), por sua vez, constitui a contratação de uma ferramenta específica como serviço. O programa (SalesForce e Microsoft Office 365, por exemplo) fica hospedado e roda na nuvem, enquanto sua empresa o acessa pela Internet. O pagamento pode variar de acordo com o número de usuários.

A Plataforma como um Serviço (PaaS) é um meio termo entre IaaS e SaaS. Nela, um ambiente focado em desenvolvimento é fornecido para que sua empresa possa se dedicar exclusivamente à criação e customização de softwares.

A grande vantagem está no fato de que não é necessário se preocupar com questões secundárias ligadas à infraestrutura — como a gestão de bancos de dados.

É interessante notar que, por ser escalável e sob demanda, a nuvem pública costuma ser o primeiro modelo contratado por muitas empresas que estão iniciando suas operações. A flexibilidade do serviço dá mais agilidade às empresas, além de exigir um investimento financeiro menor.

Isso as coloca rapidamente no nível de competitividade necessário para entrar forte no mercado. Vale destacar que esse modelo de nuvem ainda permite a realização de backups, a recuperação de desastres (Disaster Recovery, ou DR) e o uso de ambientes de desenvolvimento.

Resumidamente, é um modelo mais simples, ainda que muito eficiente.

Nuvem híbrida

Como o próprio nome indica, esse tipo de nuvem oferece características de ambos os tipos de nuvem: pública e privada. O objetivo é permitir que o usuário aproveite do melhor dos dois mundos, movendo os recursos sob demanda para os locais adequados.

Uma das grandes motivações da utilização de uma nuvem híbrida é a questão da cibersegurança — um tema que vem sendo cada vez mais discutido entre os profissionais de TI. Com o crescente número de crimes digitais e as novas ameaças de invasão e sequestro de dados, as empresas têm tomado certas precauções.

Uma delas é a adoção da nuvem híbrida. Ela permite que dados sigilosos sejam mantidos em um ambiente privado, enquanto processos de rotina são executados na nuvem pública. Mas esse não é o único benefício.

Em outros casos, a infraestrutura da nuvem pública é utilizada para que haja uma réplica dos ambientes da nuvem privada (ou vice-versa). Assim, no caso de um desastre, é possível garantir a continuidade das operações da empresa — ou mesmo balancear a carga de trabalho entre diferentes servidores.

O modelo ideal para sua empresa

Escolher entre os tipos de nuvem exige, em primeiro lugar, que sua empresa faça uma análise interna para identificar com precisão as suas necessidades. Em seguida, é interessante ter em mente as características descritas aqui. Retomaremos os principais pontos, de forma resumida, para facilitar esse processo.

A nuvem pública oferece uma eficiência de custos, pois permite pagar somente pelo uso, além de facilitar o acesso e ter maior disponibilidade dos serviços de TI. A nuvem privada, por sua vez, oferece maior controle sobre os serviços e maior segurança dos dados. Entretanto, ela exige um investimento maior.

Já a nuvem híbrida é considerada por muitos especialistas a melhor opção. Ela oferece o melhor de cada um dos modelos. É possível, por exemplo, focar nos serviços oferecidos pela nuvem privada e, quando necessário, utilizar a nuvem pública para Burst.

O grande desafio é encontrar um provedor que atenda às suas necessidades com eficiência. Muitas vezes, uma alternativa interessante é a adoção de Multicloud para utilizar diferentes provedores.

Apesar disso, gerenciar nuvens é também uma tarefa que exige planejamento e criatividade. Por isso, muitas empresas estão investindo na contratação de especialistas para estruturar suas nuvens e alocar seus recursos de forma inteligente, padronizando os ambientes.

Algumas ferramentas auxiliam nesse processo e fornecem até mesmo uma função para comparar custos entre nuvens com base na utilização dos recursos e na mão de obra necessária. Dada a complexidade dessa tarefa, algumas empresas optam por contratar empresas de Cloud Brokering Services para centralizar a entrega dos provedores.

Há ainda a opção de contar com um Cloud Advisor. O serviço é composto por um especialista em nuvem com experiência em outros projetos. Ele busca informações sobre a infraestrutura atual, define o modelo mais adequado e elabora uma jornada para adoção da nuvem, de acordo com as demandas da sua empresa.

O mais importante é dar a devida atenção à questão da segurança digital, independente do tipo de nuvem adotado. Dados que trafegam na rede estão sujeitos a diversos riscos e é preciso atuar na prevenção de falhas de segurança — adotando ferramentas de VPN e criptografia, por exemplo.

Como você pôde ver, os diferentes tipos de nuvem têm suas próprias características, vantagens e desvantagens. Faça já uma análise nas operações de sua empresa e veja qual modelo atende melhor às suas necessidades!

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